terça-feira, 22 de março de 2011

A atéia parede vazia (por: Jorge Ferraz)


Fonte: www.deuslovult.org

Os símbolos religiosos (nas repartições públicas inclusive) refletem a cultura de uma sociedade. E, queiram ou não queiram os ateus, não existe uma sociedade atéia natural. Nem nunca existiu, nem nunca é possível que exista, porque o elemento religioso é parte integrante da cultura humana.
O ateísmo é profundamente anti-natural, uma vez que o conhecimento de Deus pertence à natureza humana. Nas palavras de Santo Agostinho, “criastes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousa em Vós”. Nas palavras de São Paulo, “as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras” (Rm 1, 20). E, nas palavras do Primeiro Concílio do Vaticano, a Igreja “crê e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana, por meio das coisas criadas” (Vaticano I, Seção III, Cap. II).
É preciso um profundo ato de “fé” irracional para negar a existência de Deus e, deste modo, professar positivamente o ateísmo. Por isso, embora haja (e sempre tenha havido) ateus individuais, nunca foi possível haver uma civilização atéia. Aliás, “ateísmo” e “civilização” são termos contraditórios entre si, uma vez que uma civilização se constrói com base no reto conhecimento, e não na ignorância; sendo o ateísmo ignorância do Deus Verdadeiro, não pode subsistir enquanto elemento civilizatório. Vivemos (ainda) em tempos (relativamente) civilizados apesar do ateísmo, e jamais por causa dele.
Estranhamente, o ateísmo costuma padecer da mesma sanha proselitista cuja alegada presença, nas religiões, ele gosta de atacar. Por ser irracional, no entanto, o discurso ateu pretende impôr-se por meio da força e da agressão, e jamais pela razoabilidade dos argumentos. Exemplos não faltam. Basta olhar, p. ex., para o sr. Richard Dawkins: neste exemplo belíssimo de argumentação racional (seguido pelos estúpidos aplausos da plebe ignara), ou nesta (mais recente) fanfarronice estúpida do ano passado da qual até mesmo os ateus mais razoáveis devem se envergonhar. Como o ateísmo jamais terá poder de penetração real em todas as camadas da sociedade (ou sequer em uma parte considerável delas), resta-lhe a sanha doentia de fazer o maior estrago possível por meio da imposição, a toda a sociedade, das suas crenças absurdas.
Talvez um dos mais claros exemplos desta intolerância atéia seja a luta encarniçada, travada a ferro e a fogo, contra os símbolos religiosos nas repartições públicas daquilo que o ateu gosta de chamar de “estado laico”. Esquece-se, contudo, ou finge esquecer, que a laicidade se caracteriza precisamente pelo respeito a todos os credos, e não pela eliminação deles. Esquece-se, ou quer esquecer, que o ateísmo também pode, em certo sentido, ser encarado como uma religião – às avessas, mas ainda uma espécie de religião -, a qual não pode receber nenhum favorecimento estatal. Esquece-se, ou reza para esquecer (e para que as outras pessoas não percebam), que a parede vazia é também ela um símbolo de um credo: no caso de um anti-credo, do espaço que não pode ser ocupado por Deus, da crença que confina a religião à esfera privada, da intolerância que nega a Deus o direito à cidadania.
Ao contrário do que pretendem fazer acreditar os inimigos da religião, não há menos ideologia nas paredes vazias do que nos crucifixos pendurados. Em se tratando de algo tão inerente ao ser humano como o fenômeno religioso, não há neutralidade possível. A escolha necessariamente precisa ser entre a cultura tradicional de um povo e a irracional imposição dos descrentes. Ou o símbolo religioso, ou a parede atéia – e terceira opção não existe.

Deus nos tribunais europeus (por: Jorge Ferraz)

Reprodução autorizada do blog Deus lo Vult! (http://www.deuslovult.org/)
Sexta-feira passada (18 de março, véspera do dia de São José) saiu o resultado do caso Lautsi. Por 15 votos contra 2, o Tribunal Europeu aprovou os crucifixos nas escolas públicas italianas. A Sala de Imprensa da Santa Sé saudou a decisão: “A nova sentença do Tribunal Europeu é bem-vinda também porque contribui efetivamente para restabelecer a confiança no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por parte de muitos europeus, convictos e cientes do papel determinante dos valores cristãos em sua própria história, mas também na construção da unidade europeia e na sua cultura de direito e liberdade”.
Fico sem dúvidas feliz com a notícia, porque os direitos de Deus foram reconhecidos por um tribunal – e mais ainda por um tribunal europeu, da triste Europa que vem, a cada dia, esquecendo-se de suas raízes cristãs e caindo, como disse o Papa João Paulo II certa vez, em uma “apostasia silenciosa”. Mas fico também triste e apreensivo, porque chegou-se ao terrível ponto de Deus ser colocado no banco dos réus, e da instância inferior – a justiça humana – ser chamada para julgar a instância superior, o Deus Altíssimo.
O problema é de princípios. Os direitos de Deus não são passíveis de serem conferidos (ou, pior ainda, negados) por tribunais humanos, é lógico. Os direitos de Deus são para serem reconhecidos e exercidos. A partir do próprio momento em que alguém cogita a possibilidade de montar um tribunal humano para decidir se um crucifixo pode ou não ser exibido… a loucura já está plenamente instaurada, e a doença é já gravíssima. Claro que ficamos felizes com o veredito do tribunal europeu. Mas nos entristecemos por ter sido necessário que as coisas chegassem a este ponto.
Porque os direitos de Deus não podem depender dos caprichos dos tribunais humanos, mutáveis e inconstantes. Hoje, a justiça dos homens confere às escolas italianas o direito de ostentar crucifixos. Mas quem garante que amanhã isso continuará assim? Quem garante que, amanhã, não será um dos muitos inimigos de Deus a julgar a causa do Onipotente? E será que podemos simplesmente aceitar, sem mais, a mera possibilidade da iniqüidade assumir vestes de justiça?
Saudamos o bom senso do tribunal europeu, sem dúvidas! Mas negamos o princípio blasfemo de que Deus possa ser julgado pelos homens. Rejeitamos abertamente a pretensão absurda de que o menor tenha poderes sobre o Maior. E, enquanto o mundo enlouquece, nós fazemos questão de dizer, bem claro e bem alto, que Deus é Deus, fonte de toda autoridade, Juiz Supremo que a todos julga e que não é julgado por ninguém. Mesmo que, na insensatez moderna, pretendam levá-Lo a juízo. Nos Céus, o Altíssimo ri-Se deles.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sobre o Hino da CF 2011

Iniciamos mais uma Quaresma e com ela aqui no Brasil mais uma Campanha da Fraternidade. Esse ano tratando de ecologia, proteção à Terra, meio ambiente, etc.

Tema atual e relevante, é verdade, mas não posso deixar de manifestar minha contrariedade com hino da CF desse ano. O cristão mais atento perceberá que algumas estrofes  e o refrão não são condizentes com a doutrina cristã. Serei conciso analisando as partes que julguei no mínimo “estranhas”.

1. Olha, meu povo, este planeta terra:
Das criaturas todas, a mais linda!
Eu a plasmei com todo amor materno,
Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1)

Logo no início do hino duas coisas que me chamaram mais a atenção:

“Das criaturas todas, a mais linda!” Essa frase é absurda. Deus ao criar o universo, pôs o homem como ápice de toda a criação. Prova dessa centralidade humana é a encarnação de Deus em Jesus Cristo, isso sem falar na narração cronológica e hierárquica do Gênesis. A importância da Terra se dá sobre tudo por isso, por ser o habitat do homem.

“Eu a plasmei com todo amor materno.” Deus se revela como Pai, não consigo entender então o “amor materno” da letra. É verdade que existem passagens na Escritura que comparam o amor de Deus ao da mãe, mas  daí a colocar na boca de Deus que Ele criou a terra com “amor materno” já é forçar demais a barra.

Nossa mãe terra, Senhor,
Geme de dor noite e dia.
Será de parto essa dor?
Ou simplesmente agonia?!
Vai depender só de nós!
Vai depender só de nós!

Ai, ai, ai.  Como assim? Por acaso Deus dorme? Será que Ele nos abandonou a nossa própria sorte. Esse refrão recorda uma heresia antiga, que já não me lembro nem o nome que dizia que Deus só agiu no momento da criação e que após isso a deixou seguir seu próprio curso sem mais nenhuma intervenção ou acompanhamento, quando na verdade, nós católicos sabemos que  Deus vela por sua obra o tempo todo e nada ocorre sem que Ele permita. Uma frase mais correta, poderia ser: depende também de nós, mas nunca só de nós.

2. A terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.

É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre.

Já ouviram falar na hipótese de Gaia? Idéia absurda que atribui sentimentos ou consciência ao planeta, na prática é quase que uma divinização da Terra. É de doer que os maiores absurdos eco-radicais tenham encontrado espaço numa música que se pretende católica. 

 4. Olha as florestas: pulmão verde e forte!
Sente esse ar que te entreguei tão puro…
Agora, gases disseminam morte;
O aquecimento queima o teu futuro.

Vemos na última linha dessa estrofe uma clara referência ao fenômeno do Aquecimento Global. Evento este no mínimo duvidoso, já que a própria comunidade científica  se divide a esse respeito. Difícil falar de aquecimento global quando o hemisfério norte enfrenta o inverno mais rigoroso das últimas décadas. O autor aqui mostra o aquecimento global como uma realidade definitiva. Será? Tenho minhas reservas.

É por essas e outras que me silenciarei ao ouvir esse hino.

Em Cristo,

Luciano Perim Almeida.
Iúna/ES

quarta-feira, 9 de março de 2011

A missão da mulher

A princípio pode parecer estranho para um homem discorrer sobre a missão do sexo feminino, ainda mais no meu caso que não possuo nenhuma formação específica para tratar com profundidade desse assunto. No entanto, permito-me emitir opinião baseada nas minhas próprias observações e pesquisas informais.

Atualmente não é difícil perceber que a mulher conquistou espaço e direitos nem sequer imaginados por mulheres de outros tempos. Isso é incontestável, e a prova maior disso é que a mulher tem alcançado cada vez mais postos de liderança em muitos países, inclusive no nosso, onde o posto máximo é ocupado no momento por uma presidente mulher.

Junto com as conquistas das mulheres que são legítimas é justo fazer uma análise mais profunda dessa transformação pela qual passou e ainda está passando a sociedade contemporânea. A mulher não conquistou apenas um lugar ao sol foi muito mais do que isso, na verdade o que vem acontecendo é uma reinterpretação do ser mulher e da sua missão nas famílias e na sociedade. Uma revolução de proporções incríveis.

Deus criou homem e mulher com igual dignidade, nenhum deles é superior ao outro. Mas Deus também lhes deu papéis específicos, missões diferenciadas para cada um. Abrir mão dessa diferenciação natural, é trair o projeto de Deus que tem na família tradicional (homem, mulher e filhos) a base da sociedade.

A mulher quer trabalhar fora? Ótimo. Quer se realizar profissionalmente? Muito bom. Quer dar uma melhor condição econômica  a sua família? Legítimo. Difícil é realizar tudo isso sem que haja prejuízo na formação e educação dos filhos e na própria estrutura do casamento. É um desafio!

Muitos gostam de repetir que as mulheres de outras gerações eram “paus mandados”, que para elas tudo estava bom, aceitavam de tudo,  e por isso é que seus casamentos duravam. Talvez haja muito de verdade nisso, mas será que as mulheres de hoje, tão independentes, são mais felizes do que aquelas de outrora que com muita luta e sofrimento  conservavam seus casamentos? Vejam,  isso é apenas uma comparação grosseira. Nem toda mulher  de hoje é independente e nem toda mulher de antes era passiva. O matrimônio se tornou mais instável e muito disso se deve a esse novo papel da mulher na sociedade.  A independência financeira feminina gerou também em muitos casos uma auto-suficiência perigosa, orgulhosa, que está na base da ruína de muitos relacionamentos.

Outra consequência grave, digo gravíssima, foi a “terceirização” da educação dos filhos. Muitas avós tem sido verdadeiras mães dos seus netos, menos mal que seja assim, mas nem por isso deixa de ser  um fenômeno preocupante. Isso sem falar nas mães que se privam o dia inteiro da companhia dos seus filhos para mandá-los para creches, muitas vezes para ganhar um salário ínfimo. Será que vale a pena? É a pergunta que muita mulheres deveriam se fazer mas não fazem, apenas agem como que no automático. Não tenho dúvidas em afirmar que se muitas mães pudessem hoje  ficar em casa colaborando na formação dos seus filhos estariam contribuindo de maneira muito mais positiva para a formação de uma sociedade mais humana e menos esquizofrênica que atual.

Temos ainda outra conseqüência dessa emancipação feminina  que tem sido divulgada como algo positivo, mas que na verdade não é : a brusca queda na taxa de natalidade da população brasileira. Há cinqüenta  anos tínhamos uma média de 6,0 filhos por mulher, hoje estamos abaixo da taxa de reposição que é de 2,0. Isso indica uma futura estagnação da população brasileira,  e talvez daqui a poucas décadas poderia até se estar falando de encolhimento populacional. Conseqüência direta desse possível inverno demográfico será um déficit cada vez maior na previdência e a queda na oferta de mão de obra, o que implicaria entre outras coisas numa desaceleração econômica, fazendo com que o país dependa de mão de obra estrangeira para poder crescer.  

Quem viver talvez tenha que enfrentar tal quadro se algo não for feito para reverter essa situação. Essa reversão tem que partir não do Estado e das leis, mas primeiramente e principalmente da mulher que está  querendo cada vez mais ter menos filhos. Muitas vezes estes são vistos como um estorvo, alguém que pode amarrar o seu desempenho profissional ou limitar suas ambições. É duro perceber essa inversão de valores: filhos que sempre foram bênçãos em todas as culturas e épocas, se tornaram agora fardos.  Mulheres jovens com um ou dois filhos já falando em laqueadura como se essa mutilação fosse a coisa mais natural do mundo. Triste.

Estamos enfrentando o que poderia classificar como uma fase de “acomodação histórica”, ou melhor, uma fase de deslumbramento da mulher moderna que cônscia de seus direitos se “lambuzou” (para lembrar o antigo ditado que diz que quem não come mel...). É preciso achar urgentemente o ponto de equilíbrio, parte considerável do futuro da humanidade passará pela escolha das mulheres dessa geração e das que virão. Precisamos de um mundo mais terno, mais humano, e por que não dizer em muitos aspectos também mais feminino.  

Não é o igualitarismo mutilador de gênese marxista que irá tornar a mulher mais plena e feliz, o caminho para que isso aconteça na verdade está na  redescoberta da sua única e insubstituível missão na família e na sociedade.

Luciano Perim Almeida
Iúna-ES

terça-feira, 8 de março de 2011

Disposições para receber a Santa Comunhão

Antes de mais nada é preciso ter bem claro em nossas mentes e corações que nenhum de nós é merecedor de receber tamanha graça, ou seja,  receber o próprio Deus que se oferece a nós no Santíssimo Sacramento.  É um dom imensurável que só nos é possível pela misericórdia infinita do Senhor.

Apenas esse amor de Deus é capaz de fazer com que a sua infinita majestade possa se unir a nossa insignificância e miséria através do mistério eucarístico.

No entanto, apesar dessa nossa condição de pecadores, existem disposições que podemos, ou melhor, devemos seguir para nos aproximarmos mais dignamente da Sagrada Eucaristia.

A primeira e mais importante delas é estar em estado de graça. O pecado mortal nos priva desse estado eliminando em nós a graça divina, rompendo em nós a amizade com Deus. Objetivamente o pecado mortal é um pecado contra  a lei divina (os Dez Mandamentos) cometido de maneira livre e consciente (não me aprofundarei nos atenuantes). Infelizmente é muito mais comum de se cometer do que poderíamos supor num primeiro momento. A conseqüência última do pecado mortal, ou melhor, de quem permanece  e morre nessa condição é o inferno.  Antes de nos aproximarmos da Sagrada Comunhão devemos fazer um sério exame de consciência, caso identifiquemos alguma situação de pecado mortal, devemos urgentemente nos arrependermos desse mal e buscarmos a reconciliação com Deus através do sacramento da confissão para só depois nos aproximarmos da Sagrada Eucaristia.

O Jejum eucarístico é outra condição:  “Quem vai receber a Eucaristia deve abster-se de alimentos e bebidas, exceto água e remédio, ao menos uma hora antes da comunhão (cf. CDC cân. 919, §1).” Infelizmente, não são poucos os que descumprem esse preceito, muitos por ignorância. Havendo casos extremos de pessoas que chegam a mascar chicletes minutos antes da comunhão, o que é um absurdo.

A santificação do domingo é um dever do cristão. Em nosso tempo perdemos muito a noção de deveres para com o próximo e principalmente para com Deus. É comum pessoas irem a Santa Missa apenas quando estão com vontade ou dispostas, esquecendo-se muitas vezes que a participação da Santa Missa é uma obrigação para todo católico. Faltar a uma Missa sem motivo justo, é falta grave  e a princípio nos impede de comungar numa próxima Missa, a não ser que arrependidos, nos reconciliemos com Deus pelo sacramento da confissão, ou mesmo por uma contrição perfeita. “A Eucaristia dominical fundamenta e sanciona toda a prática cristã. É por isso que os fiéis têm obrigação de participar na Eucaristia nos dias de preceito, a menos que estejam justificados, por motivo sério (por exemplo, doença, obrigação de cuidar de crianças de peito) ou dispensados pelo seu pastor (104). Os que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem um pecado grave.” (CIC 2181)

O preceito dominical é cumprido quando assistimos a Missa inteira, e não apenas partes da Missa. Chegar cedo é fundamental.

Importante saber:

1) A celebração da Palavra não deve ser equiparada à Santa Missa. Sempre que possível o católico deve participar da Santa Missa em sua paróquia, sendo a participação na Celebração da Palavra uma alternativa no caso de impossibilidade de se ir á Missa. «Se for impossível a participação na celebração eucarística por falta de ministro sagrado ou por outra causa grave, recomenda-se muito que os fiéis tomem parte na liturgia da Palavra, se a houver na igreja paroquial ou noutro lugar sagrado, celebrada segundo as prescrições do bispo diocesano, ou consagrem um tempo conveniente à oração pessoal ou em família ou em grupos de famílias, conforme a oportunidade» (105). (CIC 2183)

2) A Sagrada Comunhão pode ser distribuída tanto na mão como também  na boca do fiel, sendo que a comunhão na boca é a forma mais tradicional e também a mais aconselhável por praticamente eliminar os riscos de profanações. No caso  da comunhão ser distribuída em duas espécies (pão e vinho), obrigatoriamente o ministro deve levar a Comunhão à boca do fiel. Não é permitido ao fiel fazer ele mesmo a intinção do Corpo do Senhor no Sangue do Senhor. Instrução Redemptionis Sacramentum: “104 .Não se permita ao comungante molhar por si mesmo a hóstia no cálice, nem receber na mão a hóstia molhada...”

3) O fiel pode comungar em pé ou de joelhos se preferir.

Forte abraço.
Luciano Perim Almeida

Minhas "meninas"


Essa é a minha família que tanto amo.
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segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval de Antigamente

Mais um  ano se iniciou, e com ele os festejos de Carnaval.  Dentre as muitas possíveis origens do Carnaval, aquela que mais me chama a atenção é uma que faz vinculação desta festa popular  ao tempo litúrgico da Quaresma, ou seja,  uma despedida alegre do tempo comum, em vista do tempo duro de penitência que se inicia na quarta-feira de cinzas. Nada mais humano do que celebrar, festejar e se divertir,  não há nada de mal nisso, desde que seja feito com equilíbrio e respeito a si mesmo  e aos outros.

Acontece que atualmente são poucas as pessoas que sabem brincar o carnaval . Há muito abuso, promiscuidade, bebedeiras, e barulho em excesso, o que faz com que o carnaval se torne para muitos, dias de tristeza e pecado em vez de alegria. Lembro com saudades das matinês em que minha mãe me levava no Iate Clube em Marataízes/ES. Era muito bom, muito gostoso poder correr no meio de serpentinas e confetes, fantasiado ou simplesmente com um colar de havaiano no pescoço ao som das marchinhas.  

Vi com dor os anos 90 serem tomados por uma péssima música baiana que ao mesmo tempo que popularizou o carnaval, o vulgarizou ao extremo. Ainda que se tente hoje resgatar o carnaval de antigamente, e alguns até o consigam com algum sucesso, é perceptível a “herança maldita” recebida pela atual geração de jovens, que já associa carnaval à barulheira dos carros de som nas ruas, bebedeira sem limite e uso desenfreado da sexualidade.

Há quem pergunte: Mas será possível pular carnaval de forma digna nos tempos atuais? Digo que sim. Se você é um daqueles que não escolheu o silêncio das montanhas, nem o doce refúgio do seu lar ou dos retiros espirituais, será preciso uma boa dose de planejamento e paciência para achar: local, horário, repertório e companhia adequados para um carnaval saudável. Boa sorte e bom carnaval!

Ah, antes que me esqueça: Uma santa quaresma!


Luciano Perim Almeida
Iúna-ES

Olá, seja bem vindo ao meu blog !

Olá meus amigos!  Estou estreiando meu blog, espero partilhar um pouco de mim, do que penso e acredito com vocês. Espero também poder contribuir e receber contribuições numa troca produtiva de informações, além de fortalecer e construir novas amizades.

Grande abraço a todos.

Luciano Perim Almeida
Iúna/ES