segunda-feira, 7 de março de 2011

Carnaval de Antigamente

Mais um  ano se iniciou, e com ele os festejos de Carnaval.  Dentre as muitas possíveis origens do Carnaval, aquela que mais me chama a atenção é uma que faz vinculação desta festa popular  ao tempo litúrgico da Quaresma, ou seja,  uma despedida alegre do tempo comum, em vista do tempo duro de penitência que se inicia na quarta-feira de cinzas. Nada mais humano do que celebrar, festejar e se divertir,  não há nada de mal nisso, desde que seja feito com equilíbrio e respeito a si mesmo  e aos outros.

Acontece que atualmente são poucas as pessoas que sabem brincar o carnaval . Há muito abuso, promiscuidade, bebedeiras, e barulho em excesso, o que faz com que o carnaval se torne para muitos, dias de tristeza e pecado em vez de alegria. Lembro com saudades das matinês em que minha mãe me levava no Iate Clube em Marataízes/ES. Era muito bom, muito gostoso poder correr no meio de serpentinas e confetes, fantasiado ou simplesmente com um colar de havaiano no pescoço ao som das marchinhas.  

Vi com dor os anos 90 serem tomados por uma péssima música baiana que ao mesmo tempo que popularizou o carnaval, o vulgarizou ao extremo. Ainda que se tente hoje resgatar o carnaval de antigamente, e alguns até o consigam com algum sucesso, é perceptível a “herança maldita” recebida pela atual geração de jovens, que já associa carnaval à barulheira dos carros de som nas ruas, bebedeira sem limite e uso desenfreado da sexualidade.

Há quem pergunte: Mas será possível pular carnaval de forma digna nos tempos atuais? Digo que sim. Se você é um daqueles que não escolheu o silêncio das montanhas, nem o doce refúgio do seu lar ou dos retiros espirituais, será preciso uma boa dose de planejamento e paciência para achar: local, horário, repertório e companhia adequados para um carnaval saudável. Boa sorte e bom carnaval!

Ah, antes que me esqueça: Uma santa quaresma!


Luciano Perim Almeida
Iúna-ES

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