sábado, 21 de julho de 2012

Católicos de verdade


Acabei de ver mais um vídeo do Padre Paulo Ricardo. Padre Paulo Ricardo é um corajoso sacerdote de Cuiabá-MT, muito inteligente e ungido. É também o reitor do seminário local. Após passar por um grande susto durante uma turbulência num avião, ele mudou radicalmente a sua forma de pensar e agir, e de acordo com o seu próprio testemunho em vídeo, deixou de lado suas ambições pessoais e passou a viver como se cada dia de vida fosse o seu último. 
Padre Paulo Ricardo não deixa nada pra depois e nem teme ser mal interpretado. Diz o que é preciso dizer, e pronto. Não se preocupa se será perseguido por colegas de sacerdócio (que a pouco tempo o atraiçoaram com uma carta infame), nem se acaba por desagradar algum cacique da política nacional. Padre Paulo Ricardo ama a Verdade e por ela expõe cotidianamente seu pescoço. Um verdadeiro sacerdote do Deus Altíssimo. Anuncia Jesus Cristo de maneira plena, integral e não versões adocicadas do Cristianismo, por isso mesmo ele conquistou o Brasil com suas pregações. É um novo João Batista enviado pela Providência para denunciar as mazelas do nosso tempo.
Infelizmente, Padre Paulo Ricardo é a exceção das exceções no Catolicismo deste país. Sua coragem  profética contrasta com a pasmaceira que infelizmente se instaurou pela Igreja no Brasil.
O silêncio atual de tantos pastores diante das mais diversas ameaças à vida, à família ou mesmo à liberdade religiosa chega a ser constrangedor. Quantas vezes você teve a oportunidade de ouvir o seu pároco falar durante a homilia que o governo do PT está prestes a implantar uma assistência pré-aborto no SUS? Ou que existe um Plano Nacional dos Direitos Humanos que quer regulamentar a profissão de prostituta? Ou que o governo deseja retirar os crucifixos da repartição pública, ou ainda, que querem doutrinar nossas crianças para que aceitem o homossexualismo como algo normal? A faca já está no pescoço e continuamos a dormir em berço esplêndido porque quem deveria gritar se calou.
Travamos uma luta para a qual não nos preparamos. Enquanto parte não desprezível do clero das últimas décadas elegeu o capitalismo, e não apenas as suas mazelas, como o inimigo a ser vencido, concentrando nessa estéril batalha os seus maiores esforços, inimigos muito mais poderosos e ardilosos cresceram a sua volta.
Desses novos inimigos o marxismo cultural é sem dúvida um dos mais perigosos. Depois do fracasso do comunismo em todas as frentes, a esquerda se voltou para uma forma mais light de socialismo, baseada no pensamento de Antonio Gramsci, um filósofo e cientista político italiano que pregava uma revolução socialista baseada não na força, mas na cultura. Tal revolução buscava ocupar gradualmente os espaços na sociedade através das universidades, meios de comunicação, escolas, literatura, arte e principalmente política/governo afim de se produzir uma nova cultura dominante marxista e anticristã. O aumento do domínio do governo/partido sobre a vida das pessoas, o feminismo exacerbado, a defesa do aborto e de outras deformações morais, e as maiores libertinagens são desdobramentos do pensamento de Gramsci, conhecido hoje como Gramscismo.
Paralelo a tudo isso disseminou-se principalmente na América Latina, uma teologia da libertação herética, eivada de marxismo que causou tantos danos à Igreja que até hoje é possível sentir as consequências da sua nefasta influência. Essa teologia que impregnou e ainda influencia nossos seminários e paróquias, tem em Leonardo Boff e Frei Betto  seus principais expoentes no Brasil.
Temos então o seguinte quadro: marxismo cultural corrompendo a sociedade de um lado e teologia da libertação paralisando parte da Igreja do outro. Alguém já disse certa vez: o peixe não consegue ver a água, ora, se seminaristas estavam sendo intoxicados de marxismo em seminários católicos (ainda que sem saber!), como esperar que agora como sacerdotes pudessem perceber no próprio marxismo cultural um inimigo a ser enfrentado? Não viram e muitos continuam sem ver até hoje. Explica-se aí o silêncio e falta de reação de parte considerável do nosso clero.
A catequese cristã foi muito descurada nas últimas décadas. Eram outros tempos com outras prioridades, diziam alguns, era preciso então, envidar esforços para fomentar sindicatos, partidos políticos, etc., a luta contra a ditadura militar era o mote do momento, e era preciso formar lideranças, etc. O legado dessa geração muito politizada e pouco catequizada é a atual geração onde o nível de ignorância religiosa do católico é assustador. 

Povo mal formado é povo manipulado, incapaz de se indignar e reagir diante das situações mais absurdas como as quais tem que lidar cotidianamente. Consequência desse atual catolicismo café com leite é que apesar da maioria do povo brasileiro ainda ser católico (será mesmo!?), sua voz hoje se faz menos ouvida do a das minorias anticristãs articuladas que temos por aí.
São muitos os casos que poderia citar que provariam essa pouca relevância atual da opinião católica em nosso país, mas me deterei apenas no recente caso do julgamento do STF sobre a liberação do aborto dos anencéfalos, por considerá-lo emblemático. O que mais me chamou a atenção nesse caso não foi a aprovação da infâmia, que já era esperada dada a sofrível composição do atual STF (oito dos onze ministros foram indicados pelo PT), mas sim a pouca mobilização nacional dos nossos pastores e dos fiéis em relação a um tema tão relevante.
Caso nossa nação fosse profundamente católica, botaríamos sem dificuldades um milhão de pessoas nas ruas de Brasília para fazer vigília e protestos. A vigília ao menos foi realizada, graças a Deus e aos esforços de alguns como Dom Berzonguini (o Leão de Guarulhos) falecido a pouco. Mas quantos sacerdotes mobilizaram suas paróquias para a oração? Era a hora de se unir, de pensar nos mais indefesos e na defesa dos valores mais caros à humanidade, mas infelizmente muitos preferiram se omitir mantendo simplesmente a programação normal das suas paróquias e comunidades.
Desde que o modelo das CEBs se difundiram por nossas dioceses, a comunidade local  assumiu uma precedência tal na vida dos fiéis que o senso de universalidade da nossa Fé que sempre foi inerente ao ser católico se diluiu. Como exemplo disso, cito o caso de fiéis que moram a 250 , 300 m de uma Igreja onde está sendo celebrada a Santa Missa, e que preferem ir a uma Celebração da Palavra na sua comunidade simplesmente por ser mais perto. Ora, se até a presença de um católico na Santa Missa aos domingos, que sempre foi um marco da Fé Católica pôde ser relativizada, o que mais não seria?
Diante de sinais como a perda em massa de fiéis (que não é a questão mais importante), e principalmente a pouca fidelidade à Igreja daqueles que se dizem católicos (isso sim alarmante), é preciso refletir seriamente sobre o que nos fez chegar a esse estágio em vez de simplesmente continuarmos a ignorá-los.
Cada católico, cada batizado trás consigo uma força, uma Graça impressionantes. É o próprio Deus que habita em nós pelo batismo e nos fez profetas, reis e sacerdotes. Urge que tomemos consciência daquilo que realmente somos, e a que Corpo pertencemos, para que com Cristo, Maria e Pedro possamos produzir os frutos que o Senhor espera de nós. Precisamos urgentemente de mais formações de qualidade, restauração da catequese, missas bem celebradas, mais obediência, mais unidade, mais fidelidade, em suma, mais docilidade a ação do Santo Espírito de Deus, pois só assim teremos condições de dar um testemunho eficaz e eloquente capaz de salgar e iluminar toda a sociedade, mas se em vez disso continuarmos a desprezar o nosso próprio patrimônio espiritual, como então convencer àqueles que estão do lado de fora  a entrar na Barca? 
Luciano Perim Almeida
Iúna-ES

sábado, 7 de julho de 2012

Sobre a Comissão em Defesa da Vida da Regional Sul 1 da CNBB: nota contra o abortismo do governo Dilma


Grandes feitos têm pequenos começos. O chavão pode ser lugar-comum, mas é bastante adequado para falar sobre a resistência católica ao abortismo petista surgida no Brasil nos últimos anos.
Todo mundo sabe que o PT está escancaradamente comprometido com o morticínio de crianças indefesas no ventre de suas mães. E todo mundo sabe que, para os católicos, a defesa da vida não é um assunto periférico que possa ser utilizado como moeda de barganha política em benefício de outros interesses, por justos que estes sejam. Todo mundo sabe que, para os católicos, a rejeição total e absoluta ao aborto é uma das pré-condições mais básicas para que um candidato ou partido político possa licitamente receber o apoio dos que se preocupam em subordinar a contingência da vida em sociedade aos ditames da Eterna Lei de Deus. Corolário imediato disso é que nenhum católico pode apoiar com o próprio voto um candidato ou partido abortista.
Isto é terrivelmente óbvio, mas precisou ser dito às claras. Há dois anos, próximo às eleições presidenciais, três corajosos bispos da Regional Sul 1 da CNBB assinavam um panfleto que nada fazia senão repetir o óbvio. O pequeno documento terminava recomendando (sim,recomendando somente!) os cidadãos brasileiros a «que, nas próximas eleições, de[ss]em seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto». Isto foi o suficiente para que se instaurasse um rebuliço geral no Brasil.
A então candidata Dilma Rousseff passou a dar uma de doida e a desdizer publicamente, na maior cara de pau, tudo o que dissera antes a respeito das suas posições em relação à descriminalização do aborto no Brasil. Teve inclusive a pachorra de [já em campanha do segundo turno] ir a uma Missa em Aparecida mesmo sem fazer a menor idéia de como se comportar dentro de um templo católico. A hipocrisia, contudo, não funcionou como era esperado e a candidata do PT perdeu uma vitória que era dada por certa no primeiro turno. Passou-se então à perseguição ditatorial escancarada: os documentos da CNBB foram proibidos de serem circulados, inclusive com uma tentativa de invasão (claramente ilegítima) de uma gráfica por militantes do partido e posterior apreensão (igualmente ilegítima) por meio da Polícia Federal dos panfletos que lá estavam sendo produzidos. Mas o estrago foi tão grande que a sra. Rousseff comprometeu-se a, se eleita, não mexer na legislação brasileira sobre o aborto. Aliás, não fosse o seu adversário escolhido a dedo para perder a farsa eleitoral que tem por único propósito conferir um verniz de legitimidade democrática à tirania já instaurada, a sra. Rousseff certamente perderia as eleições. Teria sido divertido.
Hoje, dois anos e sucessivas tentativas de legalização subreptícia do aborto no país depois (STF e anencéfalos, política de “redução de danos” para mulheres que desejam provocar o aborto, anteprojeto de reforma do Código Penal, nomeação de uma abortista escancarada para a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, etc.), mais uma vez se levanta a voz dos católicos. Após circular a denúncia de que o Governo se prepara para implantar o aborto no país via Ministério da Saúde, a Comissão em Defesa da Vida da Regional Sul 1 da CNBB aprovou recentemente uma dura nota contra o Governo Dilma. O Deus lo Vult! recebeu-a por email; trechos da mesma podem ser encontrados na ACI Digital. O texto contundente termina pedindoprovas concretas da boa fé da senhora presidente:
Não queremos que a Presidente Dilma faça pronunciamentos por palavras ou por escrito, queremos fatos:
1. A demissão imediata da Ministra Eleonora Menicucci da Secretaria das Políticas para as Mulheres.
2. A demissão imediata do Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, que está coordenando a implantação das novas medidas a serem tomadas por esse Ministério.
3. O rompimento imediato dos convênios do Ministério da Saúde com o grupo de estudo e pesquisa sobre o aborto no Brasil.
Nossos cumprimentos à Comissão em Defesa da Vida da Sul 1, que teve a coragem de tornar públicas estas considerações que são, como bem o sabemos, as mesmas posições que a maior parte da população brasileira tem sobre o assunto. Tendo sido eleita com 55 milhões de votos (o que é bem menos da metade – pra ser exato, apenas 40% – do total de eleitores do Brasil em 2010), a senhora presidente parece não estar nem um pouco preocupada em governar de acordo com os anseios da população brasileira. Diante de um governo indesejado pela maior parte dos brasileiros e cujo maior feito nestes dois anos tem sido o descumprimento ostensivo das promessas de campanha a respeito do aborto, é importante que levantemos a nossa voz contra estes descalabros ilegítimos e protestemos energicamente contra o que está acontecendo em nossa Pátria. É importante que a população brasileira saiba o que a presidente está fazendo na presidência do país.
Publicado por Jorge Ferraz no site Deus lo Vult!

sábado, 23 de junho de 2012

Curtas


  • Rezemos e aguardemos o desfecho do possível acordo entre a Santa Sé e FSSPX. Se acontecer será um sinal inequívoco que a Igreja deseja por um basta nos abusos litúrgicos e nas interpretações de ruptura que muitos tiveram dos documentos do Concílio Vaticano II.
  • Bye, bye Lugo. Pelo menos no Paraguai os legisladores tem a coragem de tirar alguém inapto do poder. Vejam quem são os que mais estão gritando: Chavez, Evo Morales, Rafael Côrrea  e Cristina Kirchner, será que estão com medo do exemplo paraguaio se espalhar pela América do Sul?
  • Acabou a Rio + 20. Ainda bem que a Igreja se fez presente, de que adianta um belo jardim, se não tiver alguém para apreciá-lo e até mesmo cuidar dele? A criação é para o homem, e não o homem para a criação. Resgatar a  centralidade do ser humano é a verdadeira ecologia.
  • Vamos ver se a mídia dará cobertura parecida a JMJ/2013 que será um evento muito maior, muito mais bonito e muito mais festivo do que foi a insossa Rio +20.
  • E a Eurocopa, heim? Só Jogão... o Brasil que se cuide em 2014, rs.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Deputado apresenta projeto para sustar decisão do STF

(texto extraído do blog não matar: http://naomatar.blogspot.com.br)


Hoje, quarta-feira, 9 de maio de 2012, o deputado Marco Feliciano (PSC/SP) apresentou o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) n. 565/2012, que "susta a aplicação da decisão do Supremo Tribunal Federal proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, que declara não ser crime a "antecipação terapêutica de parto" de anencéfalos". A proposição pode ser vista aqui, juntamente com seu inteiro teor.

É fundamental parabenizar o autor pela proposta. Envie sua mensagem de parabéns a dep.pastormarcofeliciano@camara.gov.br. Use também o Disque Câmara 0800 619 619 (ligação gratuita). Finalmente surgiu um deputado disposto a apresentar uma proposta para coibir o uso do Judiciário como "atalho fácil" para legislar contra a vontade dos representantes eleitos pelo povo.

O audacioso projeto sem dúvida contará com opositores dentro do próprio Congresso. Para os deputados comprometidos com o aborto - como são, por exemplo, (exclusão minha) os membros do Partido dos Trabalhadores - não faz diferença que a legalização desse crime se faça pelo Poder Legislativo ou, por via oblíqua, pelo Poder Judiciário.

É de se esperar que o presidente da Câmara, Marco Maia (PT/SP) devolva o projeto ao autor, alegando que é "evidentemente inconstitucional". O deputado Marco Feliciano deverá então recorrer ao plenário no prazo de cinco sessões. Então será necessário um contato maciço com cada deputado para que dê provimento ao recurso.

No momento, é necessário:
- divulgar esta notícia;
- entrar em contato com a CNBB e com os Bispos solicitando que apoiem formalmente a proposta;
- permanecer em vigilante oração.


O escravo de Jesus em Maria,
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

domingo, 6 de maio de 2012

PT: Partido ou Religião?

(Sequencia do brilhante artigo escrito pelo grande defensor da vida Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz - extraído do site: http://www.providaanapolis.org.br)

Quando um cidadão encontra o Partido dos Trabalhadores, encontra um tesouro. Vale a pena vender tudo para comprar o campo onde o tesouro está enterrado. O PT não é o melhor dos partidos políticos. É o único partido verdadeiro. Os outros são simulacros de partido.

A alegria de ter encontrado a verdade, faz com que o cidadão, para filiar-se ao PT, renuncie a tudo. Uma vez filiado, ele não terá mais direito de escolher seus candidatos. Seu dever será “votar nos candidatos indicados” pelo Partido. (Estatuto do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 05/10/2007, art. 14, inciso VI). Se for candidato a um mandato parlamentar, deverá reconhecer expressamente que o mandato não é seu, mas que “pertence ao partido” (art. 69, inciso I). A obediência ao Partido é sagrada. Está acima de tudo: de suas opiniões pessoais, de suas convicções, das reivindicações dos eleitores. Só em casos extremamente excepcionais, o parlamentar poderá ser dispensado de cumprir as ordens do alto, para seguir sua consciência ou o clamor dos que nele votaram (art. 67 § 2º).

Com alegria o filiado pagará anualmente uma contribuição proporcional ao seu rendimento (art. 170). Se ocupar um cargo executivo ou legislativo, a contribuição não será anual, mas mensal, obedecendo a uma tabela progressiva (art. 171 e 173). Mas a alegria de ser filho do verdadeiro Partido faz com que todas essas imposições pareçam leves.

Dentro do Partido, zela-se não só pela unidade (“que todos sejam um”), mas pela uniformidade. Frações, públicas ou internas ao Partidosão expressamente proibidas (art. 233 §4º). No entanto, os filiados podem organizar-se em “tendências” (art. 233). Estas, porém, estão submissas às decisões partidárias e ao encaminhamento prático do Partido (art. 238). Nenhum filiado poderia, por exemplo, organizar uma tendência para combater o “casamento” de homossexuais ou a legalização do aborto, que são bandeiras do Partido. As tendências não podem ter sedes próprias (art. 235 “caput”), não podem reunir-se com não-filiados (art. 235 §3º) e não podem difundir suas posições fora do Partido (art. 236 §1º). Mesmo que uma tendência deseje publicar documentos seus contendo posições oficiais do Partido, está proibida de fazê-lo (art. 236 §2º). O petista submete-se a todo este mecanismo de controle, ciente de que o Partido sabe o que faz.

Se sou vereador e o Partido me proíbe de propor um projeto de lei pró-vida, não tenho motivo para reclamar. O Partido deve ter suas razões. Se sou senador e cabe a mim a tarefa de emitir um relatório sobre um projeto de aborto, eu, por fidelidade ao PT, não posso manifestar-me contra a proposta. Devo agradecer ao Partido por ele, benignamente, permitir que eu passe o encargo de relator a um colega abortista. Se sou deputado federal e o Partido manda que eu me ausente de uma sessão deliberativa, onde meu voto, contrário ao aborto, atrapalhará a aprovação de um projeto, a resignação será minha melhor atitude.

Tudo isso e muito mais vale a pena. Pois todos os outros partidos são comprometidos com as oligarquias, com o neoliberalismo, com a classe dos opressores, e não dão importância aos pobres, aos excluídos, aos marginalizados, aos explorados, aos sem voz e sem vez. Pertencer ao PT é uma glória tão grande que justifica qualquer custo.

Se sou petista, pouco me importa que Lula e Fidel Castro tenham fundado em 1990 o Foro de São Paulo para fortalecer a ditadura cubana, após a queda da União Soviética.

Se sou petista, não quero saber por que durante anos nenhum parlamentar petista, desde a mais humilde Câmara Municipal até o Senado Federal, ousou propor um projeto de lei antiabortista. Nem me interessa questionar a punição de dois deputados que ousaram apresentar propostas legislativas pró-vida.

Se sou petista, pouco me importa que Dilma Rousseff defenda a legalização do aborto como “questão de saúde pública”[9]. Muito menos que Dilma e Lula tenham assinado em dezembro de 2009, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, que defende a descriminalização do aborto, o reconhecimento da prostituição como uma profissão, a união civil de pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por duplas homossexuais[10].

Aliás, o bom petista jamais chegaria até esta linha do artigo. Muito antes já teria parado a leitura por considerá-la perigosa à fé que ele tem no Partido.

Agora, uma pergunta final, com vistas às eleições de outubro: pode um cristão votar no PT? Só há um jeito: trocar sua Certidão de Batismo pela Certidão de Petismo. Duas religiões antagônicas não podem coexistir num mesmo fiel.

Um cristão não pode apoiar com seu voto um candidato comprometido com o aborto:
– ou pela pertença a um partido que obriga o candidato a esse compromisso (é o caso do PT)
– ou por opção pessoal.

Anápolis, 12 de julho de 2010.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.


[9] Dilma Rousseff defende legalização do aborto. 28 mar. 2009, Diário do Nordeste, in: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=626312
[10] http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm.

Posso votar no PT? (uma questão moral)


(Brilhante artigo escrito pelo grande defensor da vida Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz - extraído do site: http://www.providaanapolis.org.br)

1. Existe algum partido da Igreja Católica?
A Igreja, justamente por ser católica, isto é, universal, não pode estar confinada a um partido político. Ela “não se confunde de modo algum com a comunidade política”[1] e admite que os cidadãos tenham “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal”[2].

2. Então os fiéis católicos podem-se filiar a qualquer partido?
Não. Há partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas”[3].

3. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende algum atentado contra a lei moral?
Sim. No 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público[4].

4. Todo político filiado ao PT é obrigado a acatar essa resolução?
Sim. Para ser candidato pelo PT é obrigatória a assinatura do Compromisso do Candidato Petista, que “indicará que o candidato está previamente de acordo com as normas e resoluções do Partido, em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §1º[5]).

5. Que ocorre se o político contrariar uma resolução do Partido como essa, que apoia o aborto?
Em tal caso, ele “será passível de punição, que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §2º). Em 17 de setembro de 2009, dois deputados foram punidos pelo Diretório Nacional. O motivo alegadoé que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto[6].

6. O PT agiu mal ao punir esses dois deputados?
Agiu mal, mas agiu coerentemente. Sendo um partido abortista, o PT é coerente ao não tolerar defensores da vida em seu meio. A mesma coerência devem ter os cristãos não votando no PT.

7. Mas eu conheço abortistas que pertencem a outros partidos, como o PSDB, o PMDB, o DEM...
Os políticos que pertencem a esses partidos podem ser abortistas por opção própria, mas não por obrigação partidária. Ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com o aborto.

8. Talvez haja algum político que se tenha filiado ao PT sem prestar atenção ao compromisso pró-aborto que estava assinando...
Nesse caso, é dever do político pró-vida desfiliar-se do PT, após ter verificado o engano cometido.

9. Houve políticos que deixaram o PT e se filiaram ao Partido Verde (PV). Os cristãos podem votar neles?
Infelizmente não. Ao deixarem o PT e se filiarem ao PV, eles trocaram o seis pela meia dúzia. O PV é outro partido que exige de seus filiados a adesão à causa abortista. Seu estatuto diz: “São deveres dos filiados ao PV: obedecer ao Programa e ao Estatuto” (art. 12, a )[7]. E o Programa do PV, ao qual todo filiado deve obedecer, defende a “legalização da interrupção voluntária da gravidez”[8].

10. Que falta comete um cristão que vota em um candidato de um partido abortista, como o PT?
Se o cristão vota no PT consciente de tudo quanto foi dito acima, comete pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado grave. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1868) ensina sobre a cooperação com o pecado de outra pessoa: O pecado é um ato pessoal. Além disso, temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos: participando neles direta e voluntariamente; mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados; não os revelando ou não os impedindo, quando a isso somos obrigados; protegendo os que fazem o mal.” Ora, quem vota no PT, de fato aprova, ou seja, contribui com seu voto para que possa ser praticado o que constitui um pecado grave.

Anápolis, 12 de julho de 2010.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.

[1] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 76.
[2] Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, n. 75.
[3] Catecismo da Igreja Católica, n. 2246, citando “Gaudium et Spes, n. 76.
[4] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. in: http://old.pt.org.br/portalpt/images/stories/arquivos/livro%20de%20resolucoes%20final.pdf
[5] Estatuto do Partido dos Trabalhadores, Versão II, aprovada pelo Diretório Nacional em 5 out. 2007, in: http://www.pt.org.br/portalpt/dados/bancoimg/c091003181315estatutopt.pdf

[6] DN suspende direitos partidários de Luiz Bassuma e Henrique Afonso. Notícias. 17 set. 2009, in: http://www.pt.org.br/portalpt/documentos/dn-suspende-direitos-partidarios-de-luiz-bassuma-e-henrique-afonso-254.html
[7] http://www.pv.org.br/download/estatuto_web.pdf
[8] Programa: 7 - Reprodução Humana e Cidadania Feminina, in: http://www.pv.org.br/download/programa_web.pdf.



quinta-feira, 3 de maio de 2012

A MORTE do direito à vida (por: Dra. Lenise Garcia)

(texto de autoria da Dra. Lenise Garcia extraído do Blog Carmadélio)
Poucos perceberam a gravidade da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao autorizar o aborto de crianças com anencefalia, com o argumento de que “o feto sem potencialidade de vida não pode ser tutelado pelo tipo penal que protege a vida”.
O ministro Marco Aurélio Mello, relator do processo, fez também a colocação de que o anencéfalo seria “natimorto”, contradizendo-se logo a seguir ao afirmar que tem“possibilidade quase nula de sobreviver por mais de 24 horas”. A ninguém ele explicou como pode um natimorto sobreviver.
Entre os que se deram conta da gravidade da situação está o ministro Peluso, que disse em seu voto que “este é o mais importante julgamento da história desta Corte. O que nela na verdade se tenta definir é o alcance constitucional do conceito de vida e sua tutela normativa”. “A vida não é um conceito artificial criado (…) pela ciência jurídica. A vida, assim como a morte, são fenômenos pré-jurídicos, dos quais o Direito se apropria para determinados fins, mas que jamais, em nenhuma circunstância, podem regular, de maneira contraditória, a própria realidade fenomênica”, acrescentou.
Ao descaracterizar a vida do anencéfalo como direito a ser protegido, o STF deu à luz uma estranha criatura, o “morto jurídico”. Foram desvinculadas a “vida biológica” e a “vida jurídica”, e assim a criança com anencefalia foi morta por decreto ainda no útero da mãe. Curiosa solução para que possa ser abortada sem aparente transgressão da lei, pois juridicamente já está morta, desde que o médico e a mãe assim decidam.
Entretanto, preservou-se o direito das mães que queiram levar a gravidez até o fim. Que direitos terá essa criança, ao nascer? Será registrada como morta? E se perseverar em viver, mesmo que por alguns dias, terá direito à assistência? Segundo o ministro Marco Aurélio, “jamais se tornará uma pessoa”, é um “não cidadão”, juridicamente morto.
Uma vez aprovada a sentença de morte, ficou para o Conselho Federal de Medicina a impossível tarefa de decidir a quem deverá ser aplicada, ou seja, como diagnosticar, sem possibilidade de erro, a criança anencéfala. O diagnóstico intraútero é de acrania, acompanhado pelo prognóstico de anencefalia, pois o cérebro ainda está em formação e a sua lesão está em processo. Prever, aos três meses de gravidez, como será a deficiência ao nascer é similar a examinar uma criança de três anos e prever o seu peso e altura quando tiver nove. Seja qual for o tamanho da lesão, não pode ser argumento para se negar a vida de quem a possui.
Outro grave erro que perpassa os votos favoráveis à autorização do aborto é a substituição do julgamento moral feito com base em uma contraposição entre bem e mal – base de todo o ordenamento ético e jurídico – para outra, feita entre felicidade e sofrimento. Evidentemente, ninguém deseja o sofrimento per se. Entretanto, há inúmeras situações na vida humana em que ele é inevitável. Se o estar sofrendo autorizasse qualquer ação, estaríamos diante da derrocada da moral. Além do mais, é falso o alívio trazido pelo aborto, pois as mulheres que a ele recorrem terão de conviver com a lembrança do ato praticado, muito mais dura que a memória de um filho, mesmo deficiente, recebido com amor e doação de si.
Com o discurso da liberdade, a decisão do STF tem ares totalitários e abre perigosíssimos precedentes de violação do mais básico dos direitos humanos, o direito à vida.
Lenise Garcia é bióloga, professora da Universidade de Brasília (UnB) e presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

STF: do laicismo à eugenia, uma trajetória infeliz.

“Quanto mais o homem se afasta de Deus, mais se aproxima do seu nada”. (São Tomaz de Aquino)

Quando analiso o julgamento do STF sobre a despenalização do aborto de anencéfalos, vem a minha mente o seguinte pensamento: quem foi que deu um poder desses, de decidir sobre a vida ou a morte de crianças à Suprema Corte do Brasil? Se é Deus quem nos dá a vida, e só Ele pode a tomar de volta, porque confiar tamanha responsabilidade a um tribunal formado por homens tão frágeis com quaisquer outros? Será justo que homens decidam quem merece ou não viver? Será justo que eles decidam quem é suficientemente humano e, portanto, portador de direitos e quem não é?

A história se repete. É muito triste perceber que o homem do nosso tempo aprendeu tão pouco com os erros do passado. Depois de um século XX marcado por regimes totalitários e ateus, que vilipendiaram como nunca a dignidade do homem, era de se esperar que não repetíssemos esses mesmos erros, mas que trouxéssemos sempre à mente as atrocidades cometidas naquele tempo para nunca mais trilhar esse caminho de horror.

Dito isso, foi com profundo dissabor que li a íntegra do voto do relator da ADPF-54, do Excelentíssimo Ministro do STF, senhor Marco Aurélio Mello. De maneira totalmente despropositada e arrogante ele iniciou o seu voto com uma desnecessária defesa da laicidade do Estado brasileiro. Desnecessária porque todos sabemos que o Brasil é um Estado laico (e não é de hoje), e até onde eu sei, não está correndo nenhum risco iminente de se tornar uma teocracia nos moldes do Irã.

Chamou-me a atenção a profunda aversão que o ministro tem à religião (sobretudo a católica), e também a dificuldade que teve em disfarçá-la em seu texto. Mencionou desde os crucifixos em tribunais até o “Deus seja louvado” impresso nas notas do Real, divagações essas que nem de raspão tocaram no tema do julgamento em questão. O STF serviu de palco para a mais descarada militância ateísta.

Ficou também evidente o papel que o referido ministro espera que as confissões religiosas desempenhem na sociedade. Diz ele em seu voto: ”concepções morais religiosas,...,não podem guiar decisões estatais, devendo ficar circunscritas à esfera privada.” O Ministro torna claro aqui, que não quer apenas a separação do Estado e Igreja, ele deseja na verdade que a Igreja seja um zero à esquerda, um Zé Ninguém, incapaz de influenciar a sociedade na qual está inserida. Poucas vezes percebi numa autoridade brasileira um viés tão laicista e antirreligioso. Simplesmente ele está dizendo que os preceitos morais do Cristianismo e toda a sua influência não atravesse o portão da nossa casa em direção a rua. Que vergonha senhor ministro! Quem é o senhor para dizer o que a Igreja e os fiéis devem ou não fazer? Por acaso o senhor desconhece que a Igreja Católica é a verdadeira mestra na Moral? Ela recebeu de seu Fundador a missão de educar os povos na Fé e na Verdade, e isso inclui, sem dúvida, a renovação dos costumes, das relações e até mesmo das leis. Ponha-se no seu lugar.

Depois de uma introdução desse naipe, o ministro Marco Aurélio Mello finalmente entrou no tema do dia, a despenalização do aborto de anencéfalos. Usando de uma retórica cuidadosamente planejada, nem mencionou a palavra aborto, trocando-a por “antecipação terapêutica do parto”. Até onde eu sei, medidas terapêuticas se tomam contra doenças. Porventura, para o senhor ministro, a criança anencéfala no ventre da mãe seria uma doença a ser extirpada do seu hospedeiro?

O que se viu a partir daí foi um festival de horrores. A “coisificação” e o desprezo pela vida nascente ficou mais que evidente em todo o voto do relator. Em todo o seu parecer parecia que estávamos falando de apenas uma vida, de um único sujeito: a mãe. Não esperava ler as baixezas que eu li no voto de um ministro do STF. Citou textos se referindo a gestante como um caixão ambulante, se referiu ao anencéfalo como um natimorto. Em tudo que dizia só fazia crer que tal criança era um peso e não merecia viver, ainda que não defendesse isso explicitamente, alegando defender a liberdade de escolha da mulher.

Movido por um feminismo caduco e piegas, o referido ministro se apegou a alguns testemunhos pré-selecionados de mães que se encaixaram exatamente no quadro macabro por ele pintado. Mães essas que ao descobrir a doença dos seus filhos realizaram abortos e não demonstraram nenhum tipo de arrependimento pelo mal praticado. Senhor ministro, tais mães não refletem a realidade das mães brasileiras. Ainda que seja compreensível a confusão e a dor das mães que passem por tal gravidez, não tenho dúvidas em afirmar que a maioria das mães dessa nação não hesitaria em receber com carinho essas crianças ainda que soubessem que teriam pouco tempo para estar junto delas.

Essa despenalização do aborto, senhor ministro, longe de ser um “clamor” das mães brasileiras, é um clamor de médicos eugenistas que não compreendendo bem essa relação mãe-filho, induzem muitas mulheres sem instrução e psicologicamente despreparadas, nesse Brasil afora, a prática de aborto quando identificam quaisquer anomalias mais graves no ultrassom. Isso infelizmente é a vida real. Sei de casos em que o médico indicou o aborto simplesmente porque o exame detectou Down no feto.

Então não me venha com essa falsa sensibilidade me dizer que pensou nas mulheres ao aprovar tal medida. Mentira. Se pensasse realmente nas mulheres, saberia que um aborto, um assassinato direto do próprio filho, é uma destruição moral da qual a mulher dificilmente se recupera. O que é pior? Esperar o seu filho nascer já tendo a certeza que ele morrerá em pouco tempo, mas mesmo assim acolhê-lo como um dom, e amá-lo ainda que por poucos minutos, ou matá-lo para se livrar de um peso? Qualquer um que tiver o mínimo de bom senso e honestidade intelectual sabe a resposta. A defesa do direito ao aborto de anencéfalos por uma minoria de mães e médicos com a moral deturpada, não deveria ter servido de base para a sua decisão.

Depois de uma enxurrada de grosserias e desqualificações do anencéfalo, ao final do parecer, o senhor ministro teve ainda o desplante de soltar a seguinte pérola: “inexiste hierarquia do direito à vida sobre os demais direitos.”Gente, um ministro do STF disse isso. A que ponto chegamos. Qualquer pessoa sabe que o primeiro dos direitos é o direto à vida porque é dele que se derivam os demais direitos, sem vida não há porque se falar em liberdade de consciência ou mesmo direito à propriedade. Pior do que essa definição absurda do ministro foi a explicação da mesma. Baseado num artigo do Código Penal que não pune a mulher que realizou o aborto em caso de estupro, o ministro dá entender que o direito (de não ter o filho indesejado) da mulher estuprada se sobrepõe ao direito a vida do nascituro. Não é verdade. O aborto nesse caso continua sendo um crime, apenas não sofre punição devido a atenuantes referente ao estado emocional da mãe violentada. Olhem aonde chegamos!

Finalizo dizendo que este é um dia de luto para a nação brasileira. Dia 12/04/2012 ficará marcado para sempre como o dia que a eugenia foi institucionalizada nessa Terra de Santa Cruz, a não ser é claro que um milagre aconteça e os quatro ministros que votarão mais tarde votem contra o parecer do relator, o que se mostra cada vez mais improvável. Há quem diga que a Igreja e os cristãos perderam. Errado, como disse D. Odilo Scherer, quem perdeu foi a humanidade.

Chegará o dia que eu, você que me lê, Marco Aurélio Mello e demais ministros do STF, teremos que prestar contas ao Justo Juiz. Diante do Deus Onisciente, fonte de vida, não adiantará tergiversar. Manobras e subterfúgios jurídicos não terão qualquer serventia. Pensemos nisso.

Luciano Perim Almeida
Iúna/ES

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A TV Globo e o travesti cheio de vontades

Quando achei que a TV Globo já havia ultrapassado o limite do ridículo, eis que a emissora de maior audiência do país consegue mais uma vez se superar. A última bizarrice que tive o desprazer de assistir foi essa: “Senhora se escandaliza com Travesti em banheiro feminino.” 

Entendamos o caso: Cartunista, pai de dois filhos, Laerte, há pouco mais de um ano se "descobriu" travesti e por isso, se sente agora no direito de usar o banheiro feminino. Impressionante! Uma senhora que não tem nada a ver com a sandice do cartunista, se escandalizou com o fato e reclamou com o proprietário do estabelecimento que usando do bom senso, prontamente repreendeu Laerte pela falta de decoro. Esses são os fatos.

Agora vejam o enfoque da Globo no Bom Dia Brasil. Primeiro não entrevistaram a senhora, nem o dono do reaturante. Não sei dizer se tentaram ou não entrevistá-los porque a Globo não passou essa informação no telejornal. Parcialidade total, disfarçada de neutralidade (é a Globo de sempre). Depois, ao abordarem o cara-de-pau do Laerte o envolveram com uma aura de coitadinho, como se tivesse sido vítima do mais vil preconceito. Deu nojo.

O que a Globo quer na verdade é impor uma nova visão de mundo em que o homossexualismo e suas vertentes sejam encarados pela população como algo normal e aceitável. E que qualquer um que se oponha a esse estilo antinatural de vida, seja tachado de preconceituoso e no dizer deles: homofóbico. 

Podem me chamar do que quiser, graças à Deus, deixei de me preocupar com rótulos há muito tempo, seguindo minha religião e a minha consciência consigo agradar alguns e ao mesmo tempo desagradar um montão de gente, mas sigo feliz, sem divisões interiores. 

Parabéns á senhorinha e ao proprietário do restaurante. Estou com vocês, e não vai ser a Rede Globo com seus contra valores e pressões midiáticas que irão me fazer pensar diferente. Tá dado o recado.

Luciano Perim Almeida
Iúna/ES

Eleições Americanas

Vocês sabem porque a mídia brasileira vibra tanto quando o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney vence alguma das primárias americanas? Porque na verdade ele não é uma alternativa real ao presidente abortista Barack Hussein Obama. Romney é café-com leite, não fede e não cheira. E principalmente: não tem chance alguma contra Obama. 


Pelos telejornais brasileiros a única idéia vendida é que a economia é o carro-chefe da eleição americana que irá acontecer em novembro/2012. Não é verdade. Sem desconsiderar o peso da economia, o verdadeiro embate é entre os que querem solapar as bases do Ocidente (ética judaico-cristã, direito romano e filosofia grega) e os que desejam preservá-las ou reerguê-las.

Graças à Deus os Estados Unidos ainda possui uma alternativa conservadora legítima, lá ainda existe a verdadeira direita cristã que não se renderá. Enquanto no Brasil padecemos com a hegemonia marxista (mídia, universidades, domínio político do PT e aliados) que marcha firme na sua perpetuação no poder. 


Infelizmente no Brasil respiramos marxismo cultural e poucos se dão conta disso. É como o corajoso Padre Paulo Ricardo sempre diz, o peixe não consegue enxergar a água.
 
Parabéns aos americanos que ainda tem escolha: Santorum é alternativa da hora. Católico, defensor da vida e dos valores cristãos, aglutina em torno de si aqueles que desejam um renascimento dos EUA e do Ocidente Cristão. Torçamos por ele e para que a Providência mande um desses pra cá...

Luciano Perim Almeida
Iúna/ES