sábado, 31 de agosto de 2013

Eduardo Sabóia e o primado da consciência

Foi com um misto de alegria, surpresa e orgulho que soube da “aventura” do jovem diplomata brasileiro Eduardo Sabóia e seu protegido o senador boliviano Roger Pinto Molina.


Ver este homem se mover pelos sentimentos mais nobres de solidariedade, colocando em risco a própria vida e carreira para salvar alguém que havia sido sumariamente desprezado por dois governos irresponsáveis e omissos, serviu para renovar uma vez mais minha fé no ser humano.
Precisava disso. Nesses tempos onde reinam  a hipocrisia, a covardia e a mediocridade, Eduardo Sabóia nos brindou com um ato de imensa coragem, que fez sacudir os alicerces dessa República de Faz de Conta que se tornou o Brasil.
São anos e mais anos em que a diplomacia brasileira vem acumulando vergonhas e fracassos. Alinhamento com ditaduras latinas e africanas, rendição diante da expropriação do patrimônio de nossas estatais, conchavos com Zelaya, Chavez, Evo, Lugo e irmãos Castro... chegamos ao fundo do poço com o caso Cesare Battisti e ainda continuamos a cavar!
E agora aparece esse rapaz...com uma voz serena, aparência frágil, mas que com uma alma nobre, católica, bem formada, conseguiu ouvir a voz da própria consciência, que é onde Deus nos fala. Eduardo não se acomodou num servilismo burocrático, resistiu á obediência inerme e imoral que nos faz menos homens. Simplesmente fez o que era preciso diante de uma vida que se esvaía, ainda que com isso tivesse que desagradar seus superiores e a dois governos cínicos. Seguiu fielmente a orientação da Sagrada Escritura que nos diz: “importa obedecer antes a Deus do que aos homens.” (Atos 5,29.)
Ah... como seria saudável que  tivéssemos milhares, talvez milhões de “Eduardos” nesse país! Homens tomados de uma santa rebeldia, capazes de enfrentar o mal ainda que com consequências sérias para suas vidas e carreiras... homens capazes de abraçar suas cruzes, salgando essa Terra de Santa Cruz com o seu testemunho e silencioso martírio.
Que bom seria que médicos fossem menos corporativistas e mais preocupados com o bem comum. Que professores não passassem alunos de ano só para fazer número e atender metas estipuladas pela direção. Que bancários não fizessem venda casada, que padres fossem mais fiéis ao seu ministério...
Eduardo, saiba que o Brasil de verdade, o Brasil honrado está com você.  Somos devedores do seu exemplo que nos despertou e inspirou. Conte com nossas orações e lembre-se sempre do que o Senhor nos disse: “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.  Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.” (Mateus 5,11-12)
Obrigado Eduardo Sabóia. Que Deus te recompense.
Luciano Perim Almeida
Vitória/ES

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