domingo, 23 de outubro de 2016

Eleições Americanas: Uma questão civilizacional


O que está em jogo nas próximas eleições americanas de 08/11 é muito mais do que simplesmente uma questão de preferência partidária dos americanos. Desta vez as questões econômicas e tributárias, importantes que sejam, passam ao largo daquilo que realmente importa. Trata-se sem exagero de uma questão civilizacional.

Infelizmente, nós brasileiros não estamos tendo uma cobertura jornalística adequada dessas eleições. Os veículos nacionais (assim como a maior parte dos americanos) longe de realizarem uma cobertura isenta, tornaram-se nas palavras da jornalista Gioconda Brasil uma “torcida aberta pela candidata democrata Hillary Clinton”. Com isso, aqueles que ainda dependem da TV e de jornais impressos para se informar, ficam apenas com uma imagem enviesada, deturpada do complexo processo eleitoral americano.

Donal Trump não é um candidato Republicano ideal, longe disso, ele não é nem mesmo um candidato Republicano padrão. Boicotado pelo establishment do próprio partido, é visto mais como um independente do que propriamente Republicano. Além disso, seu jeito arrogante e bufão têm custado a antipatia de muitos aqui e acolá. Suas bandeiras pouco simpáticas como a construção de muros e deportação de islâmicos causam estranheza e incompreensão na mídia em geral. Tudo isso sem falar na sua fama de mulherengo que impressionantemente monopolizou a atenção da mídia nessa reta final de campanha eleitoral, em que pese os vazamentos do Wikileaks da senhora Hillary Clinton.

Trump, sem qualquer exagero, talvez seja o último suspiro da Águia Americana que está vivendo um processo acelerado de degradação em todos os setores. Violência aumentando, dívida pública na estratosfera, quedas dos índices sociais, balança comercial muito desfavorável e estagnação econômica são razões mais do suficiente para querer se mudar um governo tão fracassado como o de Barack Obama, no entanto, a principal razão para se eleger Donald Trump não é econômica, mas sim a garantia que as liberdades individuais e religiosa protegidas pela Constituição Americana, e que vem sido constantemente solapadas pelo governo Obama nos últimos oito anos, serão resguardadas.

Durante o governo Obama, a agenda anticristã avançou como nunca. Dois casos que representam bem essa problemática são o Obama Care e a imposição da Suprema Corte aos cinqüenta estados americanos da obrigação de se reconhecer o casamento homossexual.

O primeiro caso, muito conhecido, se concentra no sistema de saúde americano e visa a extensão de serviços públicos de saúde à população mais pobre com recursos dos impostos dos americanos. A premissa não seria ruim se dentro desse cavalo de tróia Obamista não estivesse também presente, graves ataques às liberdades de consciência e religiosa, direitos fundamentais de qualquer ser humano. No pacote do senhor Obama, ele exigia, por exemplo, que hospitais católicos distribuíssem anticoncepcionais e realizassem abortos sob o risco de fecharem as portas. É óbvio que isso não ganhou repercussão aqui no Brasil. Recentemente um grupo religioso conseguiu na justiça o direito de não realizar abortos em instituições católicas (sic). http://no-teu-coracao.blogspot.com.br/2016/05/freiras-derrotam-obama-na-justica-e.html .

No outro caso emblemático, a Suprema Corte, o STF deles, praticamente estuprou a Constituição Americana ao retirar dos estados a autonomia para decidirem sobre a legalidade ou não do casamento homossexual. Esses são apenas dois exemplos extraídos de muitos outros de como a família natural e o Cristianismo estão sofrendo um clamoroso ataque no governo Democrata. Lembremos que lá como cá, são os Presidentes da República que indicam os representantes da Suprema Corte que são posteriormente chancelados pelo Senado, e que dois ou três desses ministros estão para se aposentar e serem substituídos em breve.



Por essas ameaças descritas, não é difícil perceber que mais um governo globalista e anticristão como obviamente o seria da senadora Hillary Clinton traria danos enormes ao já tão combalido Ocidente, hoje infiel as suas raízes e valores Judaico-Cristãos.

Na cabeça desse pessoal do partido Democrata, é preciso cada vez mais enfraquecer a soberania dos Estados-Nações, fortalecer o poder das entidades trans-nacionais, liberar geral nas fronteiras, fomentando o caos e a insegurança; e restringir ao máximo as liberdades individuais, sobretudo a religiosa e a de consciência.

Uma bandeira muito cara a candidata e ex-secretária de Estado Hillary Clinton é a defesa intransigente do direito ao aborto (entenda-se como direito ao aborto, como o direito do médico e da mãe de matar, trucidar, aspirar ou retalhar no ventre materno uma criança indefesa e inocente até momentos antes de nascer, sem que os assassinos respondam à justiça dos homens). No último debate essa mulher se superou e chegou a dizer que defenderia(!) a maior entidade abortista do mundo que é a "Planned Parenthood". Só para vocês terem idéia do que eu estou falando, esse açougue chamado "Planned Parenthood"além de ser responsável por milhares (milhões!?) de abortos todos os anos, está também envolvido no escândalo mais sórdido que eu já tive notícias desde que os nazistas cometeram o holocausto. Não satisfeitos em ganhar muito dinheiro sujo com o sangue inocente das crianças abortadas, também negociavam no mercado negro, tecidos  e partes de fetos abortados. Realmente é impressionante que entre tantas entidades e Ongs, a senadora Democrata escolheu como digna da sua proteção, justamente a "Planned Parenthood". Veja o vídeo no link abaixo.  
https://www.youtube.com/watch?v=ePnOFW_V2vA

https://pt.zenit.org/articles/planned-parenthood-testemunho-do-jovem-que-revelou-o-escandalo/

Então é isso. Nesse breve relato de madrugada de domingo, eu quis mais do que um desabafo, escrever uma memória para os meus filhos. Quero que eles saibam que enquanto o mundo se perdia em devaneios e futilidades, o pai deles, graças ao bom Deus, percebeu o imenso perigo que se avizinhava. Que eles saibam que eu não fui enganado pela imensa avalanche de contra-informação midiática que esconde tudo o que é importante e dá realce a frivolidades, agindo mesmo como uma cortina de fumaça. E que ao meu modo e com os meus recursos fiz oposição a isso tudo.

Talvez alguém pense: para quê esse cara dá tanta importância a uma eleição americana? Eles estão longe, é um problema doméstico. Eu respondo: é verdade, é um problema doméstico, mas não só, o caminho que o eleitor americano escolher irá impactar a vida de todos nós devido ao grande  protagonismo que os Estados Unidos exercem no mundo. Em tempo de guerra cultural não é prudente baixar a guarda e fingir que não é com a gente. É preciso escolher um lado que precisa ser o certo ou pelo menos o menos errado possível.

Entre o bufão com fama de mulherengo, mas também inteligente, empreendedor e defensor dos valores fundamentais que criaram a grande Nação Americana e a mentirosa, esse monstro amoral chamado Hillary Clinton, é claro que sou Trump desde bebezinho.
Que Deus abençoe a América!

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