16 de julho de 2018

A vitória da malandragem


Adoro Copa do Mundo. Sempre foi mais que apenas futebol, sempre teve um “quê” a mais, uma sensação gostosa de patriotismo, competição sadia, e encontro de povos. Desde criança aprendi a apreciar esse evento que mexe com a emoção de milhões em todo o mundo.

A Copa da Rússia vinha excelente. Equipes equilibradas, futebol bem jogado e principalmente o recurso do VAR que até então vinha cumprindo bem o seu papel de auxiliar a arbitragem, dirimindo dúvidas e inibindo simulações, mas...

Faltava o último capítulo, o dia tão esperado por mais de 1 bilhão de espectadores em todo mundo. Tinha tudo para fechar com chave de ouro. A favorita França com seu excelente time com jogadores incríveis como Pogba, Mbappé, Kanté e Griezmann e a surpreendente Croácia dos ótimos Modric, Rakitic e Perisic ...,todos o ingredientes para uma grandessíssima final estavam ali. A Croácia até os 20 min. do primeiro tempo vinha botando os favoritos na roda, dominavam o jogo com facilidade e a França não ameaçava, não tinha posse de bola, não levava qualquer perigo ao gol de Subasic. Se continuasse assim, a Croácia poderia fazer um gol, ou ao menos chegar inteiraça no segundo tempo, já que o controle do jogo poupava os seus jogadores que teoricamente sentiriam mais o cansaço devido as três prorrogações sucessivas nos jogos anteriores.

Eis que numa das raríssimas subidas ao ataque da França, Griezmann, numa simulação ridícula, cavou uma falta na direita do ataque francês e na sequencia, num lance de rara infelicidade, Mandzukic fez contra. Castigo. A Croácia não merecia, mas futebol é assim mesmo. Pela quarta vez seguida a Croácia levou um a zero numa partida eliminatória para logo depois correr atrás e conseguir  empatar com um belo chute de Perisic.

Pouco se comentou sobre a malandragem do francesinho. A Fifa que hipocritamente vive pregando o “Fair Play”, o jogo limpo, pelos quatro cantos do mundo, não viu qualquer contradição em dar a ele a premiação de melhor jogador da partida. A simulação no futebol muitas vezes é vista como algo natural, mas não é. É uma forma corrompida de agir, que prejudica aqueles que procuram jogar de forma honrada. É uma vantagem injusta. Griezmann manchou para sempre a vitória da França. Nós nunca saberemos se a França jogasse com honra venceria a Croácia, mas de uma coisa eu sei, a Croácia com a sua garra, coragem e entrega sem igual, já é a minha campeã, a minha campeã moral. É melhor perder com honra do que ganhar sem ela.

Obs: Nem vou comentar o pênalti inventado que deu o dois a um pra França e definiu o jogo. Caberia outro pequeno artigo. Digo apenas que o croata só não bateria a mão naquela bola se fosse um amputado devido a velocidade do lance e a pouca distância entre ele e o francês. A perguntinha que não quer calar: e se fosse do outro lado, o VAR marcaria o pênalti?

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